Em parceria com a Casa Camelo Memorial apresenta exposição Tudo é Tangente

MEMORIAL VALE APRESENTA EXPOSIÇÃO TUDO É TANGENTE”

 

Obras de onze artistas premiados no Festival Camelo de Arte Contemporânea compõem a coletiva “Tudo é Tangente” que será aberta no dia 1º de abril, seguindo até 14 de maio, com curadoria de Gabriela Carvalho e Luiz Lemos. Perfomance, debate, leitura de portfólios e lançamento de publicação estão na programação da mostra

 

Artistas premiados no Festival Camelo de  Arte Contemporânea inauguram a mostra coletiva “Tudo é Tangente”, com nove obras em diversas linguagens como pintura, desenho, fotografia, performance, objeto e instalação. A proposta explora o conceito de tangente como aquilo que toca, que se encontra em um ponto comum e pode ser entendida como um campo de tangências, com linhas que se trançam em múltiplos instantes de contato, mas que se mantém em trajetórias independentes. Para marcar a abertura da exposição, no sábado (01/04) às 11h, será realizada uma performance da artista Noemi Assumpção. “Tudo é Tangente” fica em cartaz até 14 de maio, com entrada gratuita, no Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640 – Funcionários).

“Tudo é Tangente” tem curadoria de Gabriela Carvalho e Luiz Lemos. Os artistas participantes da mostra são Daniel Antônio, Daniel Pinho, David Magila, Felipe Chimicatti, Hortência Abreu,Olívia Viana, Lucas Ero, Noemi Assumpção, Pedro Carvalho, Randolpho Lamonier e Ricardo Burgarelli.

Paralelos a “Tudo é Tangente”

A mostra traz ainda alguns eventos na programação. No dia 5 de abril, quarta-feira, acontece o debate “Sem Filtro: conversas sobre os desafios de um artista visual”, que reúne as artistas Ana Luísa Santos, Nydia Negromonte e Bruno Cançado numa conversa com a curadora Marina Câmara. Na ocasião, os artistas convidados irão debater sobre o cenário artístico local e os desafios que enfrentam na sua produção, abordando questões como o mercado, exposições, projetos e editais.

Já no sábado, 6 de maio, a artista Mabe Bethônico realiza uma leitura de portfólios voltada para artistas em início de trajetória. As inscrições podem ser feitas até dia 20 de abril com  envio de carta de intenções e mini currículo para o e-mail casacamelo.arte@gmail.com. O resultado da seleção será no dia 28/4 no site do Memorial.

Encerrando a programação da exposição, no sábado (13/5) haverá  o lançamento da publicação do Festival Camelo de Arte Contemporânea que reúne reflexões e reverberações sobre a trajetória do Festival.

Sobre os curadores

Gabriela Carvalho atua como gestora cultural e curadora independente, desde 2011. É bacharel em Artes Visuais pela UFMG. Estudou Artes Visuais na Universidade de Bologna, Itália. Atualmente, cursa o mestrado em Artes na  Escola Guignard, UEMG. Foi curadora de Artes Visuais no Centro Cultural Sesc Palladium entre 2014 e 2016. Desenvolveu diversos projetos e exposições enquanto curadora da Casa Camelo, com foco na produção artística emergente em Belo Horizonte.

 Luiz E. Lemos é artista visual formado pela Escola de Belas Artes da UFMG,

em 2013, é mestrando em estudos de Linguagens pelo CEFET-MG e se dedica ao estudo da pintura contemporânea e das misturas entre a palavra e a imagem.  Entre suas exposições individuais destacam-se:  Hiato (Memorial Minas Gerais Vale, Belo Horizonte, 2016), Anáfora (Casa Camelo, Belo Horizonte, 2013), Memória Estrutural (FAOP, Ouro Preto, 2013) e Sobre silêncios e palavras (BDMG Cultural, Belo Horizonte, 2012).

Sobre os artistas

Hortência Abreu (1989, Belo Horizonte) é artista e pesquisadora, graduada em Artes Visuais pela UFMG e mestre em Artes pela mesma instituição. Seus estudos se concentram em estratégias da memória presentes em práticas da arte contemporânea e da história da arte.

Noemi Assumpção é artista visual e integrante do Grupo Indigestão. Formou-se em Design Gráfico pela Escola de Design – UEMG, em 1998, e em Artes Plásticas pela Escola Guignard  – UEMG, em 2013, com habilitações em Desenho e Escultura. Seu trabalho também transita entre a instalação, o vídeo e principalmente a performance.

Olívia Viana nasceu em 1990 em Belo Horizonte. Graduou-se em Artes Plásticas pela Escola Guignard-UEMG com habilitação em Pintura e Xilogravura. Participou de exposições  e workshops no Brasil e no exterior, sendo os mais recentes Perfura: ateliê de performance (Sesc Palladium, BH, janeiro de 2017) e o Festival Camelo de Arte Contemporânea (Galpão Paraíso, outubro de 2016), no qual ganhou o prêmio Residência. Norteada pela ideia de que cada material e linguagem artística são peles que se sobrepõem, Olívia busca explorar as temáticas de animalidade, corpo e linguagem por meio de trabalhos em performance, pintura, desenho e gravura.

Daniel Antônio tem mestrado em cinema e literatura pela Sorbonne (Paris IV). Participou do Salão dos Artistas sem Galeria e dos salões de Santo André e Praia Grande. Expôs no Paço das Artes (SP), Espaço do Conhecimento (MG), entre outros. Participa do grupo de acompanhamento de projetos com Nino Cais, Carla Chaim e Marcelo Amorim.

Daniel Pinho nasceu em Belo Horizonte, tem mestrado em Fotografia Autoral na Academia de Belas Artes de Bologna, na Itália, feito entre 2011 e 2014. Em 2013 realizou ainda um curso de Especialização em Técnicas de Fotografia na Faculdade de Artes Aplicadas de Düsseldorf, na Alemanha. Desde 2013, já realizou diversas mostras individuais e coletivas de fotografias e outras linguagens artísticas no Brasil e na Itália.

Randolpho Lamonier nasceu em 1988, vive e trabalha em Belo Horizonte. Graduando no curso de Artes Visuais pela EBA-UFMG, desenvolve trabalhos em diversas mídias como fotografia, vídeo, desenho e instalação. Participou de residências artísticas na Casa Camelo (BH- 2016), na Associação Fotoativa (Belém do Pará- 2015) e no EXA (BH- 2012). Recebeu o “Prêmio Residência” no Festival Camelo de Arte Contemporânea (2016), “Prêmio Incentivo- Bienal Naïfs do Brasil” (2016) e o “Prêmio Memória da Casa- de Dentro e de Fora” (2013). Participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, dentre elas as coletivas “AVI- Video Art Festival”, Tel Aviv, Israel. 2016, e”Foto Invasão”, RedBull Station, São Paulo.2016.

Ricardo Burgarelli  é artista-pesquisador, graduado em artes visuais e mestrando em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG. Recebeu o prêmio Arte e Patrimônio 2013 pelo Paço Imperial (RJ). Participou e recebeu prêmio aquisição no Situações Brasíli: Prêmio de Arte Contemporânea do Distrito          Federal (2012). Foi contemplado com prêmio aquisição no I Prêmio Camelo de Artes Visuais (2013). Participou do ciclo de exposição Temporada de Projetos 2015 do Paço das Artes (SP). Participou da residência artística Bolsa Pampulha 2013/2014, realizada pelo Museu de Arte da Pampulha e da residência artística internacional J.A.C.A (2014), no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia de Belo Horizonte. Suas obras compõem o acervo do Museu Nacional de Brasília, do Museu de Arte da Pampulha, da Coleção de Livros de Artista da UFMG e do Museu Victor Meirelles.

Lucas Ero nasceu em Ipatinga, em 1990, é bacharel em Artes Visuais, com ênfase em Desenho Escola de Belas Artes da UFMG, 2015.           Participou de exposições coletivas e residências, como, por exemplo, a Desenho Inacabado (2014), na Funarte – BH; Poéticas do Habitar, no Espaço F da Escola de Belas Artes UFMG e a residência artística QUIMERAS (2015), ministrad apelos artistas franceses François Andes e Pascal Marquille durante o festival Artes Vertentes em Tiradentes. Em 2015 participou da exposição internacional SURREALISMO, no Círculo de Bellas Artes de Tenerife, Espanha, realizada em homenagem aos 80 anos da Exposicion Universal del Surrealismo (1935), que ocorrera na mesma cidade e contava com artistas como Max Ernst, Man Ray, Salvador Dalí, De Chirico, Miró, Picasso, Duchamp etc.

David Magila é formado pelo Instituto de Artes da UNESP, em 2003. No Bacharelado em Artes Plásticas, participou de cursos de especialização na pós-graduação ECA-USP,  e em outras importantes instituições e centros culturais. Ganhador do Prêmio Aquisitivo – III Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea – Palácio do Itamaraty – Brasília/DF, do Prêmio Aquisitivo – Salão de Arte de Santo André/SP e do Prêmio Aquisitivo – Salão de Arte Jovem CCBEU – Santos/SP.

Felipe Chimicatti desenvolve trabalhos ligados à fotografia, ao vídeo, ao cinema e às artes visuais. No campo do cinema documentário, realizou os curtas metragem Bruno (2015), Espinhela Caída (2014), Linha de Impedimento (2013) e Empurrando o Dia (2012). Os filmes tiveram passagem por alguns festivais, dentre eles o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, É Tudo Verdade, ForumDOC, Encontro de Cinema de Viana do Castelo, Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, dentre outros. Junto às Artes Visuais, desenvolve pesquisas ligadas à dimensão do arquivo, da película e da imagem analógica. Encontra-se em fase de desenvolvimento dos trabalhos O Jardim – filme ensaio sobre o acervo fotográfico de Silas Carvalhaes, fotógrafo e mecânico de câmeras analógicas que tem mais de 30 anos de produção autoral; Na Velha Lagoinha, primeiro curta metragem de ficção baseado na obra do escritor belo horizontino W.Piroli e Cartas da Diáspora, trabalho documental que busca instrumentalizar alguns cabo verdianos residentes no Brasil à produzirem filmes carta endereçados à pessoas distantes.

 Pedro Carvalho

Sobre a Casa Camelo           

A Casa Camelo é uma iniciativa autônoma que atua no campo das Artes Visuais em Belo Horizonte. Em mais de cinco anos de existência, foram realizados diversos projetos com foco no fomento e na difusão da produção artística emergente na cidade. Com feiras, palestras, exposições, prêmios, residências e rodas de conversa, a iniciativa mantém sua programação frequente com eventos gratuitos que proporcionam o acesso à produção artística em um formato diferenciado, levando a produção dos artistas que representamos para editais, parcerias e projetos com outras galerias e instituições. Os processos formativos permeiam todos os projetos da Casa, que tem como foco a difusão da produção cultural também pelo viés da educação e da acessibilidade, atuando diretamente com escolas, ongs e instituições parceiras.

SERVIÇO

Exposição coletiva “Tudo é Tangente”

Período: 1º de abril a 14 de maio

Horário: terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 17h30, com permanência até 18h. Quintas, das 10h às 21h30, com permanência até 22h. Domingos, das 10h às 15h30, com permanência até 16h.

ENTRADA GRATUITA

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